24 junho 2010

Uma Copa do Mundo diferente

Tenho na memória as últimas quatro copas do mundo. Lembro vagamente as comemorações do tetracampeonato (1994), mais precisamente o grito do narrador Galvão Bueno: "Vai que é sua Taffarel!", se referindo ao então goleiro da Seleção Brasileira.

Naquela época, eu morava em Diadema/SP, mas passava alguns dias em Auriflama, visitando a família. Assistimos à final na casa de um tio. E depois fizemos "festa" nas ruas da cidade.

Em 1998, 2002 e 2006, as lembranças são mais próximas. É impossível esquecer o nosso sofrimento na busca pelo penta, reunidos na casa de minha avó. Depois, finalmente, conquistamos o título. E agora segue a esperança pelo hexa.

As expectativas dos brasileiros são as mesmas em relação às copas anteriores: chegar à final e trazer a taça para o País. Mas, sinto algo diferente este ano.

Não é uma Copa do Mundo qualquer. Meu "eu", torcedora, está desaparecendo aos poucos. A "jornalista" está surgindo.

Já foi o tempo de ficar correndo em volta da casa da minha avó materna com minhas primas para comemorar os gols marcados pelos jogadores brasileiros. Agora, tem gritos e sorrisos (claro!), mas, seguidos de análise crítica e observações jornalísticas.

Atualmente, apresento o Radiojornal "A Voz da Cidade", na Rádio Nova Difusora de Auriflama (Afiliada JP). Tenho o dever de levar a informação de qualidade aos ouvintes. Para isso, realizo apurações e faço a locução. Também conto com o conteúdo transmitido pelo Sistema Jovem Pan Sat - profissionais qualificados, que têm demonstrado grande potencial.

Transmitimos os jogos. Aproveito o intervalo para trazer algumas informações adicionais e fazer uma breve consideração do que ouvimos até aquele momento.

Não consigo ser uma mera ouvinte. O jornalismo, simplesmente, me fascina.

Também assisto à TV. Duas emissoras apenas tem a autorização para transmitir as partidas. Escolhi a Rede Globo - Uma equipe extraordinária tem feito a cobertura. Várias revelações no jornalismo!

Fico imaginando o quanto deve ser bacana atuar como enviados especiais para um trabalho como esse. Só da Globo, foram mais de 200 profissionais.

Destaco as participações ao vivo de Glenda Kozlowski, Sandra Annenberg (que já está de volta ao Brasil para ancorar o Jornal Hoje) e Fátima Bernardes, com um show de profissionalismo.

Assisto à Globo e ouço a Jovem Pan. Confesso ficar entusiasmada com a maneira de transmitir as emoções da Copa do Mundo, direto da África do Sul, para todo o Brasil.

Ah! O Tiago Leifert, que comanda a Central da Copa na Rede Globo, é uma das grandes revelações desse evento mundial esportivo. A simpatia, o estilo dinâmico e os seus discursos com "a voz da consciência" atraem a atenção do telespectador - como eu li há alguns dias na internet: "parece que ele está na sala da minha casa".

Trata-se de uma mistura de tecnologia, em virtude dos equipamentos utilizados, e a simplicidade do apresentador, que cativa com facilidade milhões de brasileiros. Um contraste que deu certo.

Enfim, é momento de apenas observar. Concluo o curso de Jornalismo neste ano. Hoje estou aqui, em uma pequena cidade do interior paulista. Amanhã, não sei.

A minha única certeza é que escolhi o Jornalismo porque amo esta profissão. Quero aproveitar as oportunidades. Quero me esforçar ainda mais...

E seja o que Deus quiser!

2 comentários:

ESTER MACHADO disse...

OLÁ ANGÉLICA
ESTOU AQUI SÓ PARA VC NÃO FICAR TRISTE!!!!!
AMANHÃ TENHO CERTEZA QUE COMEMORAREMOS MAIS UMA VITÓRIA DO BRASIL
BRASSSSIIIIILLLLLL!!!!!!!!

Diuân Feltrin disse...

Bom... Só penso uma coisa: o que uma vitória em um jogo de futebol pode acrescentar ao Brasil? Acho que nada mais do que ego...