06 março 2009

Carinho [sincero!]

Tornou-se comum nos veículos de comunicação as tentativas de “jabá”. Seria uma troca de favores. O termo é utilizado para representar a atitude de muitos comerciantes, dirigentes de grandes empresas e políticos que enviam “presentes” aos profissionais da comunicação visando a possibilidade de divulgação dos produtos.

Desde o primeiro ano de faculdade, ouço as orientações dos professores quanto a isso. Lembro-me da Agatha Urzedo (professora e editora do caderno cultural da Folha da Região), dizendo: “Quando uma pessoa relacionada ao comércio ou política elogiar a matéria que vocês fizeram, desconfiem!”. E, realmente, faz sentido. O jogo de interesses está cada vez mais abusivo e os olhos bem abertos são fundamentais.

Durante o meu estágio no Jornal Tribuna Regional, tive a oportunidade de receber elogios por textos que eu produzi. Em uma dessas ocasiões, a proprietária de uma sorveteria me parabenizou pelo resultado de uma matéria que eu escrevi sobre as novidades da empresa. Não deveria, mas por ser uma estudante de jornalismo que tem sede pelo aprendizado, confesso que o retorno positivo da leitora (embora seja dirigente da sorveteria) me deixou entusiasmada.

Você deve estar se perguntando o porquê deste post. Seria um marketing pessoal? Não, fiquem tranquilos. Garanto que as minhas pretensões são as melhores possíveis.

Escrevo este post porque algo muito forte me impulsiona: a gratidão.

Trabalho na área da comunicação há 6 anos. Apesar da pouca idade (13, na época), agarrei com unhas e dentes a oportunidade. Comecei a apresentar um programa musical na Nova Difusora de Auriflama, aos sábados, das 14h ás 15h.

A partir daquele momento, a paixão pela área cresceu. Procurei me dedicar àquilo que eu fazia. Alguns meses depois aquele programa ganhou espaço na programação diária da emissora e fico feliz em dizer que a oportunidade me rendeu muitos amigos. O carinho dos ouvintes não tem preço.

Pelo menos uma vez por semana eu ganhava um “presente” de algum ouvinte. Seja por meio de palavras ou objetos. Não tem nada mais gratificante do que atender ao telefone e alguém do outro lado da linha dizer: “Nossa, como o programa está gostoso!” ou “Angélica, eu e toda minha família estamos com o radinho ligado, manda uma música pra gente!”. Já aconteceu de ouvintes me surpreenderem com doce de leite, requeijão, frutas, blusinha, rasteirinha. “Trouxe um presentinho pra você”.

Poxa!

São nessas situações que penso o quanto o nosso trabalho é importante para as pessoas. Não se trata de um “jabá” como eu citei no início do post. A atitude dos ouvintes demonstra o carinho sincero, a admiração e o respeito que eles têm por nós.

Ontem foi um dia especial. Eu e meus companheiros de trabalho recebemos mais do que um gesto de consideração... era a resposta de um trabalho honesto, verdadeiro e feito com amor.

Sem dúvidas, um dia de reflexão.

A Nova Difusora e o Jornal Tribuna Regional estão instalados no mesmo prédio. Eu trabalho no período da manhã na rádio, e a tarde, no jornal.

Ontem, estávamos no fechamento da edição do TR. Aquela tradicional correria e clima tenso. O Welington Sales estava iniciando o Programa Festa Sertaneja.

Eu revisava o jornal e, de repente, abrem a porta e chega a notícia. “A Rosinha [uma ouvinte] mandou um bolo recheado com mousse de chocolate para o pessoal da rádio”. Poxa, que felicidade! Ela é daquelas que liga todos os dias para conversar com a gente e pedir música. Detalhe: em todos os programas.

Ficamos todos felizes, claro. O Welington, que estava “no ar” naquele momento, agradeceu em nome de todos. Depois de alguns minutos, um menino aparece com uma sacola dizendo que “mandaram entregar pra vocês”. Abri a sacola e eram dois potes de sorvete.

Enquanto nos indagávamos quem teria sido a “boa alma” que enviou o sorvete, o telefone tocou. Era uma ouvinte. “Oi, vocês receberam a encomenda?”. Era a dona Ádila, mais uma pessoa que acompanha nosso trabalho todos os dias.

Hoje, pela manhã, durante o meu programa, agradeci a Rosinha e a Ádila pelo carinho. Depois de alguns minutos o telefone tocou e era outra pessoa muito querida: a Leonice. Ela, que também sempre participa da programação, disse que levaria uma surpresa. Passou um tempo e uma deliciosa torta de chocolate também chegou à emissora.

Acredito que agora os leitores do blog entendem o porquê do post.

Eu já queria escrever algo em relação aos “presentes” que foram entregues ontem, mas não tive tempo.

Hoje, uma grande reflexão tomou conta de mim: somos uma família e a nossa existência faz diferença na vida dessas pessoas.


Que Deus continue iluminando o nosso trabalho e também a cada um dos nossos companheiros!

4 comentários:

Andarilho disse...

nossa q legal viu essa é verdadeira que nos motiva na vida, é o carinho e o afeto nosso combustivél, parabens a todos voces da Radio adoro voces t+

Fabrícia Lopes disse...

Gente, eu quero trabalhar nesta emissora e fica ainda mais gorda...rs

Diuân Feltrin disse...

Isso é muito gratificante Angélica! Afinal, "ninguém é uma ilha". Somos seres integrados! É bom saber que tem alguém que nos admira! Tais episódios valem por si sós!
Beijão e parabéns pelo Blog!

Tamyris Araujo disse...

Realmente esse carinho é muito especial, o reconhecimento é sempre muito importante, em todos os sentidos. Sabe, gostei dessa tarde, foi d+, deu um "gelo" no clima de quinta, rsrs!
Parabéns pelo trabalho, você sabe que te admiro! Deus te abençoe, amiga! Bjão!
**Tem um lado bom o prédio da rádio e jornal serem juntos, viu? (ao menos 1, rs)