18 setembro 2008

A loucura continua...

Olá, amigos!
Quanto tempooo! Mais de um mês sem atualizar a página! :(
Sinto falta de um tempinho dedicado ao blog, viu!?
Mas, infelizmente, a situação está complicada...
Peço perdão a todos os visitantes do "Pensamentos, fatos e relatos...", sei que estou devendo...

Quero compartilhar com vocês um texto que escrevi sobre a "Era do Rádio", conteúdo visto na disciplina de História durante este semestre.
Grande abraço...

O RÁDIO que um dia foi...

Quando se fala em “rádio”, não há dúvidas de que todos assimilam o seu significado e reconhecem o importante papel que ele desempenha na sociedade, porém, há alguns anos, o rádio era o veículo de comunicação mais prestigiado no país e vivia um período de impacto na História.

A primeira demonstração pública da transmissão radiofônica no Brasil aconteceu em 1922, durante a Exposição Nacional, e a novidade repercutiu positivamente. Via-se, naquele momento, a oportunidade de elevar o nível cultural dos cidadãos.

Embora fossem somente pessoas de alto poder aquisitivo que tinham acesso ao rádio naquela época, tendo em vista que eram aparelhos importados e caros, esse veículo de comunicação ganhou força com o passar dos anos.

Em 1929, o hábito de ouvir rádio se consolidava e a quantidade de aparelhos em São Paulo alcançava a marca de 60 mil. Na década de 30, o rádio se popularizou e surgiram as chamadas “rádios comerciais”. A finalidade lucrativa gerou muitas críticas, pois o desejo dos intelectuais de desenvolver uma programação voltada à cultura e educação estava ameaçado.

A idéia que se tem atualmente do “4º poder” gerado pela mídia já era visto naquele período. A História registra a utilização do rádio para repreensão política, como a que foi aplicada no governo de Getúlio Vargas, durante a Ditadura. Naquela ocasião predominou a censura, e programações com fins políticos e ideológicos, tudo controlado pelo governo.

O poder do rádio e o seu crescimento eram vistos a cada dia. Durante a 2ª Guerra Mundial, o rádio superou todas as barreiras e mostrou o grande potencial informativo que possuía, pois ele levava as notícias à população, antecipando todo o conteúdo dos jornais impressos.

Porém, o apogeu do rádio foi nas décadas de 40 e 50, quando a História definiu esse período como “Anos Dourados”. Nessa época surgiam as radionovelas, programas de auditórios – com conteúdos musicais e humorísticos – e programas jornalísticos. Era o momento de destaque para Carmem Miranda, Francisco Alves, Marília Batista e Cauby Peixoto, denominados “artistas do rádio”. E também o grande faro jornalístico do Repórter Esso.

Com a chegada da televisão no Brasil, em 1950, o rádio perdeu muito do seu prestígio. Pode-se afirmar que os programas radiofônicos foram sucesso diante da expressiva novidade. Entretanto, o que era novidade no rádio passou a ser novidade na “telinha”. A maioria dos programas de rádio passou para a TV, e entre a voz, e a voz acompanhada da imagem, certamente o público optaria pela televisão.

Em outras palavras:
Era o “novo” sendo substituído pelo “mais novo ainda”, eis a teoria da evolução...

2 comentários:

Anna Carolina disse...

Oi garota!! Adorei o seu texto, está muito gostoso de se ler. Pois é, em uma aula de radiojornalismo discutimos um texto muito interessante que falava da importância sensorial de se ouvir rádio. O autor discutia que quando se assiste televisão ficamos muito presos aos efeitos visuais e que absorvemos as informações, sem prestar a atenção (às vezes). Por outro lado, para o autor, o rádio explora, além da audição aguçada (temos que ficar de ouvidos ligados, senão não entendemos o que o locutor diz)também explora o mental (temos que trabalhar com o imaginário para visualizar a cena, "sentir o cheiro", "ver" a cor"), enfim, montar uma estorinha dentro de nossa cabeça. Legal isso né? Ah, e não precisa se desculpar que vc tem crédito. rsrsrs
beijo.

Tamyris Araujo disse...

Pois é...a loucura continua mesmo! Sou testemunha...rs! Parabéns pelo seu artigo, viu Angélica?! *Vc quase não gosta de rádio né? Sabe o que me lembrou esse texto...aquela entrevista com as alunas da 4ª série...lembra? Bjus migah!