06 setembro 2011

O Menestrel - William Shakespeare


Durante uma importante conversa sobre a vida, uma amiga me sugeriu a leitura de um texto. Ela disse que aquelas palavras fizeram bem a ela e por isso gostaria de me indicar. Eu li, gostei e aprendi muito. Por isso, desejo compartilhar. Embora exista uma polêmica sobre a autoria da obra, muitos acreditam que o escritor seja William Shakespeare.

Leia e reflita:

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar". (William Shakespeare)

25 junho 2011

Experiências mato-grossenses

Encerrado o meu período de experiência, chega a hora de anunciar oficialmente a minha contratação. Agora sim, sou repórter da TV Real/SBT, de Campo Verde (MT). É a promessa do Senhor se cumprindo em minha vida. Mais um importante passo nesta caminhada.

Durante este tempo, várias foram as experiências vividas. Quero destacar três fatos que envolveram a cidade onde estou trabalhando, e que ganharam repercussão nacional: constatação de agrotóxicos em leite materno na região de Lucas do Rio Verde e também em Campo Verde; tentativa de latrocínio, praticada por dois menores em Campo Verde; e o afastamento do prefeito de Dom Aquino, cidade vizinha, acusado de pedofilia.

Este último aconteceu nesta semana. No sábado (18) foi feita a prisão. Na segunda-feira (20), os vereadores votaram pelo afastamento do então prefeito. Eu acompanhei as discussões e posso garantir que o clima foi muito tenso.

A população esteve concentrada na rua da Câmara. Quem não conseguiu entrar, acompanhou toda a reunião pelo telão, instalado em frente à casa de leis. Cartazes e gritos eram sinais de protestos, mantidos por quem era contra a acusação. Já os pais e avós das supostas vítimas pediam justiça.

A cena foi marcante. Repórteres da Rádio Cidade Bela FM (Campo Verde), TV Centro América (Globo/MT) e TV Cidade (SBT/Primavera do Leste) também registraram o fato, que para muitos pode ser considerado histórico.




24 abril 2011

E chegou a vez do "Sim"

Olá, amigos!

Tenho boas notícias!


Nos posts anteriores escrevi sobre uma importante decisão... a de buscar novas oportunidades profissionais. Pedi demissão da rádio e jornal simplesmente pelo fato de amar o telejornalismo e querer conquistar um espaço na área. E hoje compartilho uma experiência muito bacana!


As minhas expectativas eram alicerçadas em três pontos: a certeza de que Deus estaria no comando de tudo, o apoio de familiares e amigos, e uma frase que "martelava" em minha cabeça a todo momento... "O 'NÃO' eu já tenho, agora é a hora do 'SIM'. Ensinamento sábio da minha ex-professora e atual companheira de profissão Ayne Salviano.


Preparei o currículo, coloquei a coragem "na mala" e fui à luta. A TV Real, de Campo Verde (MT), afiliada SBT, entrou em contato comigo no dia 25/02. Cheguei à cidade dois dias depois - viagem longa! E desde então só vieram surpresas positivas.


Há quase dois meses atuo na produção e reportagem; tive também a alegria de apresentar o telejornal na última quinta-feira (21) e sexta-feira (22).


Estou muito feliz!

29 janeiro 2011

Sonho realizado

Nunca escondi o quanto amo a profissão que escolhi. O Jornalismo me fascina, me encanta.

Há alguns dias brinquei com a minha mãe: "Pronto. Fiz Jornalismo porque gosto. Agora tenho que cursar algo que me faça ganhar dinheiro", rs.

Confesso que nem procurei saber o quanto me renderia ($$$) ser jornalista. Eu simplesmente percebi que eu não conseguiria sentir por outra profissão o que eu sentia pelo Jornalismo. Escolhi o que me daria satisfação.

Penso em continuar estudando sim. Jamais para mudar de área. Buscarei especialização com o objetivo de me qualificar mais e mais. O mercado de trabalho não só exige, mas também merece, profissionais capacitados.

Os últimos meses de 2010 foram marcantes. Enfrentei momentos de angústia, aflição, correria, empenho e superação. A elaboração do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) cobrou muito de mim e dos meus companheiros de grupo. Situações difíceis surgiram, problemas técnicos... mas Deus nos fortaleceu!

A apresentação ficará na memória. As considerações da banca examinadora foram importantíssimas para a nossa caminhada profissional. A nota 10 nos deixou sem palavras por alguns minutos, sem ação. Só nos manifestamos quando a nossa orientadora disse: "pessoal, acabou!", rs. Simplesmente rimos e nos abraçamos...

A colação de grau foi linda. O discurso criativo da nossa coordenadora e paraninfa Karenine Cunha tem um significado especial em nossos corações. Fiquei muito feliz com a presença das professoras Ágatha Urzedo (patronesse), Ayne Salviano e Melissa Moura na cerimônia. São quatro pessoas especiais, que contribuíram muito para a nossa formação.

O jantar dançante de formatura também foi tudo de bom. Familiares e amigos comemoraram conosco esta grande conquista. Momentos de festa e despedidas...

Eu estou realizada!

Ganhei grandes amigos! Adquiri conhecimento! Venci desafios...

Agora, um novo tempo começa...

Aproveito a oportunidade para agradecer a todos que estiveram comigo nesse período, em especial aos amigos-irmãos Diuân Feltrin, Rafael Lopes e Tamyris Araujo, Cristiano Morato e Luiz Gustavo Caldeira. Eu amo vocês!













Obrigada, por tudo!


14 janeiro 2011

Agora sim, jornalista!

Esperei tanto por este momento e agora posso comemorá-lo. Agora sim, sou, de fato, jornalista!

É com grande alegria que compartilho esta conquista com vocês. Lutei e, finalmente, venci. É sim uma grande vitória. Sou apaixonada pelo Jornalismo!

Na última quarta-feira, dia 12, eu e meus companheiros de turma participamos da colação de grau. Cerimônia linda e especial. Momento inesquecível.

Atuei como oradora da turma. Na ocasião, li uma mensagem aos alunos e a todos que, de alguma maneira, contribuíram com a nossa formação. Minha irmã até gravou o meu discurso, mas ainda não tive contato com o vídeo.

Estou realizada. Feliz por tudo o que está acontecendo em minha vida, por todas as pessoas maravilhosas que Deus colocou em meu caminho. Por tudo o que aprendi nesses quatro anos…

Vou sentir muitas saudades dos professores e vários amigos que conquistei no UniToledo, em especial dos meus “irmãos” Diuân Feltrin e Rafael Lopes. O trio mais unido da sala… a “Turminha Estado”, como alguns apelidaram, rs.

Ainda na solenidade de colação de grau, durante o discurso da nossa coordenadora e paraninfa Karenine Cunha, fomos surpreendidos com a classificação de todas as panelinhas da sétima turma de Jornalismo: o nosso trio ficou conhecido como a “Panelinha dos Nerds”, incluindo também os amigos Cristiano Morato e Luiz Gustavo Caldeira (pois é, agora um quinteto!), rs.

Karenine também preparou uma reportagem, aliás, muito criativa, que destacava o que ela imagina para o nosso futuro. Eu, segundo ela, serei repórter da TV Globo…

Nossa turma recebeu o nome de “Profª Melissa Carolina de Moura”. A querida jornalista Ágatha Urzedo foi a patronesse.

Estou muito feliz!

Parabéns amigos jornalistas, por esta importante conquista!
Obrigada, professores, família e amigos, por tudo o que vocês representam em minha vida!

Confira agora o meu discurso:

Colegas de turma, companheiros de profissão; professores, familiares e amigos, boa noite!

É... este é um momento especial, um dia de festa!

Parece que foi ontem que nos conhecemos (como passou rápido!).

Em 2007, éramos ainda jovens despreparados, sem muita noção do que encontraríamos pelo caminho. Andávamos pelos corredores do Unitoledo com grandes expectativas para descobertas. Conhecemos aos poucos um universo de possibilidades.

Lembro que na primeira semana de aula, alunos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo participaram juntos de programações diferenciadas, conheceram os laboratórios... um momento de integração.

Hoje, novamente estamos reunidos. Agora com um objetivo maior e ainda mais prazeroso: a nossa tão almejada colação de grau.

Já é possível perceber o nosso amadurecimento. Quatro anos se passaram. Somos agora profissionais, com sonhos e objetivos traçados.

Tivemos algumas decepções, claro. Quantos de nós achávamos que poderíamos mudar o mundo?! E depois percebemos que não é tão simples e fácil assim.

É pessoal, nossa profissão tem também os seus espinhos, como qualquer outra.

Muitos de nós ficamos indignados com a queda da obrigatoriedade do diploma. Outros até concordaram... Mas sempre existia aquele impasse: e agora, fazer faculdade pra que? Vale a pena tanto esforço? E a resposta veio com o tempo.

Sim, vale a pena! O mercado de trabalho jamais fechará as portas para quem é bom, para quem se dedica à profissão. A formação é essencial. E as oportunidades vêm.

Com fé, determinação e apoio da família foi possível romper as barreiras, vencer as dificuldades.

Durante esses quatro anos, descobrimos novos potenciais; vimos mudanças de comportamento;

Convivemos com alunos quietos, tímidos; alegres, extrovertidos; intelectuais e distraídos;

Aprendemos com a empolgação e otimismo de alguns, cansaço e revolta de outros; aprendemos com as demonstrações públicas de afeto e companheirismo, e aprendemos até mesmo com nossos desencontros, discordâncias.

Sorrimos, choramos; compartilhamos momentos de desespero, aflição (TCC); mas também de união, alegria e conquistas;

E nossa festinha “Liberdade para os Focas” hein?! Ficamos só na primeira edição...

E o tempo passou...

Vimos muitos dos que começaram conosco pararem o curso e deixarem saudades. Outros companheiros chegaram...

Em nome da turma, agradeço a todos que, de alguma maneira, contribuíram para que chegássemos até aqui. Primeiramente a Deus, que nos concedeu saúde, força e discernimento; Nossa família e amigos pelo constante apoio; diretores e proprietários de veículos de comunicação, que nos deram a oportunidade de estágios e empregos, permitindo que colocássemos em prática grande parte do que aprendemos nos bancos acadêmicos;

Agradecemos aos professores, por todo ensinamento compartilhado e também palavras de incentivo durante as aulas, conversas informais no dia a dia e emails motivadores; e claro, a todos da família Unitoledo que muito bem nos receberam durante todo esse período.

Do Unitoledo levaremos mais do que a formação, mais do que o diploma. Guardaremos na memória e no coração as oportunidades incríveis que tivemos, amigos especiais, momentos marcantes;

Concluímos hoje mais uma importante etapa de nossas vidas!

Lembraremos sempre das provocações em que fomos submetidos. Reflexões necessárias...

Precisamos sonhar, buscar. É necessário ousar.

Somos capazes, sim, de romper os limites.

Lembrem-se: O “NÃO” nós já temos. Agora é hora de alcançarmos o “SIM”!

Um forte abraço a todos!

E sucesso!

Que Deus nos ilumine nessa caminhada.









Com a permissão de Deus, hoje posso dizer: "eu venci!"

09 janeiro 2011

E 2011 chegou...

Olá, amigos!

Está tudo tão corrido que parar para atualizar o blog tem sido muito difícil. Chegaram (e já passaram!) as festas de fim de ano, na próxima quarta-feira (12) vem a colação de grau e depois o jantar de formatura (22). Os detalhes são tantos... é necessário estabelecer prioridades.

Sei que estou devendo um post sobre as minhas últimas experiências de 2010. Nem mesmo as fotos e as novidades do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) eu compartilhei com vocês. Peço perdão, logo farei isso. Só pra não deixá-los curiosos: meu grupo foi aprovado com nota 10!

Passei rapidamente por aqui para desejar um 2011 de muita paz e alegria a todos vocês. Sucesso e muitas conquistas nesta nova etapa!

Será um ano diferente em minha vida e por isso peço que torçam por mim.

Pedi demissão da rádio e dos jornais recentemente e agora busco novas oportunidades. Confesso que amo essas empresas, pois lá aprendi muito e conheci pessoas maravilhosas. Mas tomei essa decisão com o desejo de me dedicar a uma área que eu realmente amo e sempre sonhei em atuar: o telejornalismo.

Um forte abraço!
E até a próxima atualização...

13 novembro 2010

Queee semana!

Ainda não é tempo de despedidas, então o meu objetivo hoje, aqui neste espaço, não será transmitir emoção. Aguarde só mais algumas semanas e deixarei que o meu coração direcione as palavras - que, confesso, pulsam, em forma de alegria e gratidão.

Quero aproveitar este espaço agora somente para relatar as experiências dos últimos dias. Prazos que me deixaram exausta, aflita; e também resultados que me passaram confiança, certezas. Situações que me deram a sensação de que não sou a mesma Angélica Neri que meus colegas de curso conheceram há quatro anos, mas a "quase jornalista" cheia de sonhos, que só espera o momento certo para conquistá-los.

De segunda-feira (8) até hoje, tive que "abraçar" vários compromissos: realizar uma prova de Jornalismo Especializado II, finalizar o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), entregar o documentário sobre os 10 anos do Enpex (Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão), fazer o cerimonial de abertura do evento e apresentação de dois trabalhos - e exposição do pôster.

Período de muitos desafios. Vontade de continuar na batalha, por ver que depois da luta sempre vem a vitória...

Um abraço aos meus amigos-irmãos que sofreram comigo esses momentos de medo, angústia, insegurança. Continuemos a marchar, companheiros. Agora o TCC está pronto!

Ps: A respiração aliviada virá só depois da apresentação e entrega do material em capa dura, rs. Mas já está valendo...

Um abraço também ao Rony Menezes, que me aguentou tanto tempo na ilha de edição. Ajudou muito na edição do TCC e na produção do documentário dos 10 anos do Enpex.

Agradeço muito também ao Vinícius, técnico do laboratório de TV do Unitoledo. Um grande profissional!

Nossa orientadora profa. Ms. Melissa Moura, que, principalmente nesses últimos dias, dedicou muita atenção e apoio ao nosso grupo. Obrigada!

E a todos que nos ajudaram nesse período!!!!

Só pra lembrar: este ainda não é meu post de despedida do curso; tenho muuuuuitas situações para relatar e muuuuuitas pessoas para agradecer.

Aguarde!
Abraço.

22 outubro 2010

Desafios

Gosto quando tenho que enfrentar desafios. Gosto mais ainda quando o resultado é satisfatório. Tenho um exemplo bem recente: uma atividade avaliativa para as disciplinas de Jornalismo Especializado II e Técnicas de Redação/Projetos e Produtos II;

Você confere a seguir o trabalho que produzi sobre a 10ª Secomt (Semana de Comunicação Toledo), realizada neste mês, no Unitoledo, em Araçatuba.

Éramos uma equipe. Meu grupo ficou responsável pelas imagens, além de auxiliar na elaboração das perguntas para o palestrante Caco Barcellos. Eu entrevistei, produzi o texto e fiz a edição (áudio e vídeo);

Este material está disponível também no blog do curso e posteriormente será publicado no blog Mundo dos Jornalistas. O segundo é administrado pela professora Ayne Salviano.

Confira:

Angélica Neri
Cristiano Morato
Luis Eduardo
Dandara Fuhrmann
Carol Ferretti


“Por enquanto, sou [o repórter] das injustiças sociais”

Caco Barcellos, o repórter das injustiças sociais, como ele mesmo se define, foi destaque no encerramento da 10ª Secomt (Semana de Comunicação Toledo), em Araçatuba.

O palestrante tem, por excelência, uma postura equilibrada, entre o jornalista e o cidadão-comum. Atento ao que lhe rodeia, demonstra sensibilidade, sem perder o profissionalismo. Sabe transmitir valores, compartilhar experiências, provocar reflexões e despertar interesses.

No programa “Profissão Repórter”, da Rede Globo, Caco convive com jovens jornalistas. Enfrenta vários desafios e uma missão: mostrar a notícia com diferentes ângulos. Um formato ousado e atrativo, que lhe rende méritos.

Caco Barcellos também é referência em jornalismo investigativo, destacando-se, principalmente, em apurações sobre o tráfico e a violência. Não só em trabalhos televisivos, mas também em livros que conquistaram sucesso no meio jornalístico, como “Rota 66” e “Abusado”.

O primeiro tem a premissa de envolver o leitor em uma situação real, mas pouco explorada pela mídia: conflitos entre policiais e jovens da periferia, sob a ótica das vítimas. O segundo evidencia o universo das drogas e os protagonistas do tráfico, até então desconhecidos pela sociedade.

Durante a palestra, o jornalista apresentou duas reportagens. Além de falar sobre a produção e consequente repercussão, Caco Barcellos comentou sobre direcionamentos, personagens, mercado de trabalho e como empreender na área - a possibilidade de dar a volta por cima.

Para o profissional, o olhar diferenciado e crítico, a apuração responsável e o compromisso com as fontes são ferramentas indispensáveis na prática jornalística. Dentre seus ideais estão a defesa dos menos favorecidos e o respeito ao próximo. “Quando o país deixar de ser injusto, eu vou ser o repórter das justiças sociais. Por enquanto, sou das injustiças sociais”, afirma.

O jornalista, que já foi taxista, não nasceu em “berço de ouro”. Aos 12 anos vendeu passes escolares, depois ajudou na venda de frutas e verduras. Mais tarde enfrentou uma carriola, juntando vidros e ossos.

As palavras bem colocadas, a tranquilidade, o sorriso sereno de Caco Barcellos e a facilidade de compartilhar experiências não surpreendem. São peculiaridades dignas de quem, “por sorte”, venceu os obstáculos, e, com coragem, aprendeu a contar histórias.

Jornalismo Investigativo

Caco Barcellos cita que teve dificuldades para introduzir a prática do jornalismo investigativo na TV. Era um trabalho incomum. “Fui contra tudo e contra todos, forçando barras para investigar histórias de longo curso. No começo, tinha grandes resistências, mas depois gostaram, porque impressionava muito”.

Quais são as maiores deficiências do jornalismo atual?
Temos conteúdos que nos deixam de boca aberta, mas que não têm relevância. São conteúdos que somente visam a audiência. É preciso que os profissionais tenham o desejo de fazer a diferença. Os jornalistas devem ouvir os vários lados e saber contextualizar.

Qual a diferença entre a investigação feita pelo jornalista Tim Lopes e a sua?
São métodos diferentes. O Tim usava uma câmera escondida e não se apresentava como jornalista. Eu, ao contrário, raramente uso uma câmera escondida. Eu sempre me apresento, faço questão de mostrar que tenho uma câmera. Sou repórter, assumo integralmente, na frente do acusado. Acho muito importante também o trabalho que ele fazia, mas são situações diferentes. [...] No meu jeito, às vezes, corremos o mesmo risco. Uma cobertura de tiroteio em uma favela, uma rebelião, uma guerra, terremoto, enfim, nas catástrofes da natureza, é inevitável. Com câmera escondida ou não, a avalanche passa por cima de você, se não tiver no lugar certo, na hora certa.

A possibilidade de empreender é um dos assuntos da palestra. Como o empreendedorismo pode ser inserido no jornalismo?
Há características do bom empreendedor, segundo especialistas, que você pode detectar também na nossa função. Um repórter que trabalha com luz própria, um cara inquieto. Às vezes, diante de uma dificuldade, ele inventa situações para sair dela. É uma pessoa permanentemente focada na sua meta, não abre mão dela. A persistência é uma característica importante do empreendedor, a criação, a autodeterminação, e, sobretudo, a inquietude intelectual.

Tanto no livro “Rota 66”, quanto no “Abusado”, você registrou informações que até então foram poupadas por outros profissionais. Qual foi a reação do público, e até mesmo das fontes?
Não foi surpresa constatar que as pessoas acharam aquilo inédito, diferente de tudo que se costuma ler, assistir e acompanhar pela imprensa de um modo geral. Justamente por isso que eu quis fazer esses livros. Havia uma temática muito importante para a vida de muita gente, que era pouco abordada. No caso do “Abusado”, meu último livro, que lida com o universo das drogas, eu tinha essa convicção porque trabalhei muito tempo na cobertura desse assunto. Os protagonistas do tráfico eram desconhecidos da sociedade, porque a imprensa costuma cobrir esses eventos a partir do olhar de quem não estava envolvido: é o olhar da polícia, é o olhar da classe média, alta, das áreas mais nobres da cidade, e jamais o olhar do morro. Por isso eu quis fazer esse livro no morro, pra ter o olhar deles sobre esse problema. Claro que surpreende, porque as pessoas não tinham isso na cobertura cotidiana. Eu achava que era um grande motivo pra fazer o livro. Ora, se tanta gente não sabe dessa história aqui, vou aproveitar para contá-la. No “Rota”, da mesma maneira. Ali trata dos conflitos entre a Polícia Militar, Civil e jovens pobres da periferia, que sempre são abordados sobre a ótica da polícia, e nunca sobre a ótica do jovem, da família do jovem que é morto. Então eu quis tratar esse tema na ótica da vítima.

Quais são as suas dicas para que os jovens jornalistas não caiam em armadilhas e não publiquem informações falsas?
Trabalhar, trabalhar e trabalhar muito. Checar, checar e checar. Nada contra dossiê, mas dossiê através dos outros: que interesse ele tem ao fazer aquele dossiê? Que partido ele quer defender? Qual é o interesse da empresa que está atrás daquilo? Se não quiser perder tempo em apurar a origem da fonte, cheque se o dossiê é verdadeiro, vá atrás das histórias.



Caco Barcellos concede entrevista à imprensa - confira outros destaques:

01 setembro 2010

Jornal do Brasil - versão digital

Ontem (31), circulou no país a última edição impressa do Jornal do Brasil. Agora, o conteúdo será totalmente digital e poderá ser acessado mediante assinatura.

Trata-se de uma nova fase para muitos profissionais e um grande marco no Jornalismo. Se o resultado será positivo ou não, só o tempo dirá.

Eu gostaria de escrever algo sobre essa mudança, baseado no conhecimento que tenho da história desse veículo de comunicação. Mas, por falta de tempo, reproduzo aqui o texto retirado do portal do O Estado de São Paulo.

'Jornal do Brasil' circula em papel pela última vez

AE - Agência Estado

31 de agosto, às 11h52

Circula hoje pela última vez a edição impressa do Jornal do Brasil, fundado há 119 anos, no Rio de Janeiro. De agora em diante, o JB terá apenas a versão na internet, um recurso para superar os problemas financeiros da empresa. O passivo acumulado chega a R$ 800 milhões, em dívidas trabalhistas e fiscais.

A crise financeira se agravou na década de 90 até que, em 2001, a família Nascimento Brito arrendou a marca JB para a Docasnet, empresa de Nelson Tanure. No ano passado, outra marca de jornal arrendada pelo empresário, a Gazeta Mercantil, também deixou de circular.

Na sua página na internet, o JB - que chegou a tirar 230 mil exemplares aos domingos no fim dos anos 60 - lista 50 pontos sobre a nova fase do jornal. Num deles, se vangloria de ser o primeiro jornal 100% digital, garante que 150 pessoas estarão envolvidas no processo digital e que "o Jornal do Brasil está caminhando para uma nova e melhor fase". Mas, na Redação, o clima era de luto. Dos 50 jornalistas que trabalham na casa, só 10 devem ficar na versão digital. Procurado pela reportagem, o empresário Nélson Tanure não quis falar.

Pedro Grossi, que presidia o jornal, foi contra a decisão de acabar com o jornal em papel. "Não posso avaliar nem fazer juízo sobre a opinião do dono. Ele acha que o tecnológico será mais lucrativo", lamentou. Segundo Grossi, o jornal estava com tiragem de 30 mil exemplares (desde 2008, o JB não era auditado pelo Instituto Verificador de Circulação, IVC). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agora é com você, amigo internauta que visita o Pensamento, fatos e relatos...: você acredita que o fim do jornal impresso está próximo?

21 julho 2010

TV Toledo na Expô de Araçatuba

Sempre gostei muito de telejornalismo. Não me canso em dizer o quanto a TV me fascina. Trata-se de uma área em que eu tenho desejo em me especializar e atuar.

Termino o curso de Jornalismo neste ano. Portanto, esta seria a última oportunidade de trabalhar na TV Toledo (TV universitária) durante a Expô de Araçatuba. Pra quem não sabe, o Centro Universitário Toledo mantém um estande nessa festa agropecuária e lá os alunos de jornalismo realizam a cobertura jornalística das atividades.

Decidi aceitar o desafio! Tirei alguns dias de férias no trabalho e me dediquei à TV Toledo.

Éramos uma grande equipe entre profissionais e futuros jornalistas. A equipe da Rádio Toledo produziu durante as onze noites de festa áudios interessantes - músicas, informações e entrevistas; os alunos que fazem estágio na assessoria de imprensa ficaram responsáveis pelas fotos e atualização do portal, coluna da Folha da Região, além dos textos que integraram os informativos distribuídos no estande.

A equipe da TV Toledo, formada pela professora responsável pelo laboratório de TV do Unitoledo, Melissa Moura; o técnico Lucas Luando; os estagiários Diogo Pace Valverde e Rony Menezes, ganhou novas companheiras de trabalho durante esse período: eu, Francine Serrador e Gabriela Mazzo, atuando na produção, apresentação e reportagem.

Nossa função era produzir o conteúdo audiovisual a ser veiculado na Band/interior e no site da instituição. Entrevistamos autoridades de Araçatuba que passaram pelo estande, profissionais do Unitoledo e todos os artistas que compareceram à Expô 2010. Foi uma experiência muito bacana!

Algumas pessoas da família e amigos acompanharam minhas participações na Band. Fiquei surpresa quando logo nos primeiros dias um dos seguranças do recinto me chamou pelo nome e disse que havia me visto na televisão. Legal demais... o nosso trabalho estava sendo prestigiado!

Fizemos um sorteio entre eu, Francine, Gabriela e Rony para estabelecer quem entrevistaria os cantores que se apresentariam na Expô. Fui escalada para ir ao camarim de Luan Santana, Régis Danese e Banda Hori. O grupo Alma Serrana visitou o estande do Unitoledo a pedido do nosso companheiro de trabalho Rony Menezes.

Foram várias surpresas e emoções. Garanto que os onze dias da Expô 2010 de Araçatuba ficarão na memória...

Quero agradecer às futuras jornalistas Amanda, Bárbara e Bia, e à futura advogada (e ainda acredito que também será jornalista) Carla, por me receber na casa delas e me aguentar durante esse período.

Um agradecimento a toda minha família e amigos, que acompanharam os programas veiculados na Band e disponíveis na internet. Palavras de coragem e fortalecimento, mesmo à distância, fizeram-me acreditar ainda mais nos meus sonhos. Sim, tudo é possível!

Agradeço também aos meus companheiros de trabalho da TV Toledo. Aprendemos muito juntos, sem dúvidas, momentos preciosos.

Um abraço carinhoso à minha amiga-irmã Tamyris Araujo, que se preocupou demais comigo durante esse período de aventura e aprendizado. Eu tinha uma missão todos os dias, assim que eu chegava à casa da Amanda, Barbara, Bia e Carla: informar que estava tudo bem. Obrigada, maninha, pelo carinho!

À professora e amiga Melissa Moura, responsável pela TV Toledo, quero também ressaltar minha eterna gratidão. Pessoa que desde os primeiros dias de aula me incentiva a ir em busca dos meus sonhos. Admiro muito o seu profissionalismo.

Ao reitor do Centro Universitário Toledo, Bruno Toledo, e pró-reitores Silvia e Sérgio, pela oportunidade e confiança.

Agradeço ainda à coordenadora Karenine Miracelly Rocha da Cunha, a quem dedico grande consideração e respeito.

Para concluir esse pequeno relato, tenho o dever de destacar que Deus é o responsável por todas essas alegrias. Confio muito no Senhor e creio que todas as maravilhas que têm acontecido é obra Dele - desde as pessoas que têm participado da minha vida às oportunidades que têm surgido. Ele provê todas as coisas... o meu presente e o meu futuro estão nas mãos Dele!

Os vídeos produzidos pela TV Toledo podem ser visualizados no site (clique aqui).

Confira algumas fotos:



Com Karenine, Gabi e Toledinho


Com Régis Danese


Com Jorge (da dupla Jorge e Mateus)


Com o prefeito de Araçatuba Cido Sério


TV Toledo


Parte da equipe da TV Toledo


TV Toledo e TV Bandeirantes


Repórteres da TV Toledo e Karenine


Ambiente de trabalho


Com Melissa Moura


Com Luan Santana


Galera da imprensa esperando a coletiva


Com a Banda Hori


Equipe TV Toledo com o reitor e pró-reitor do Unitoledo


Turma com Alma Serrana




24 junho 2010

Uma Copa do Mundo diferente

Tenho na memória as últimas quatro copas do mundo. Lembro vagamente as comemorações do tetracampeonato (1994), mais precisamente o grito do narrador Galvão Bueno: "Vai que é sua Taffarel!", se referindo ao então goleiro da Seleção Brasileira.

Naquela época, eu morava em Diadema/SP, mas passava alguns dias em Auriflama, visitando a família. Assistimos à final na casa de um tio. E depois fizemos "festa" nas ruas da cidade.

Em 1998, 2002 e 2006, as lembranças são mais próximas. É impossível esquecer o nosso sofrimento na busca pelo penta, reunidos na casa de minha avó. Depois, finalmente, conquistamos o título. E agora segue a esperança pelo hexa.

As expectativas dos brasileiros são as mesmas em relação às copas anteriores: chegar à final e trazer a taça para o País. Mas, sinto algo diferente este ano.

Não é uma Copa do Mundo qualquer. Meu "eu", torcedora, está desaparecendo aos poucos. A "jornalista" está surgindo.

Já foi o tempo de ficar correndo em volta da casa da minha avó materna com minhas primas para comemorar os gols marcados pelos jogadores brasileiros. Agora, tem gritos e sorrisos (claro!), mas, seguidos de análise crítica e observações jornalísticas.

Atualmente, apresento o Radiojornal "A Voz da Cidade", na Rádio Nova Difusora de Auriflama (Afiliada JP). Tenho o dever de levar a informação de qualidade aos ouvintes. Para isso, realizo apurações e faço a locução. Também conto com o conteúdo transmitido pelo Sistema Jovem Pan Sat - profissionais qualificados, que têm demonstrado grande potencial.

Transmitimos os jogos. Aproveito o intervalo para trazer algumas informações adicionais e fazer uma breve consideração do que ouvimos até aquele momento.

Não consigo ser uma mera ouvinte. O jornalismo, simplesmente, me fascina.

Também assisto à TV. Duas emissoras apenas tem a autorização para transmitir as partidas. Escolhi a Rede Globo - Uma equipe extraordinária tem feito a cobertura. Várias revelações no jornalismo!

Fico imaginando o quanto deve ser bacana atuar como enviados especiais para um trabalho como esse. Só da Globo, foram mais de 200 profissionais.

Destaco as participações ao vivo de Glenda Kozlowski, Sandra Annenberg (que já está de volta ao Brasil para ancorar o Jornal Hoje) e Fátima Bernardes, com um show de profissionalismo.

Assisto à Globo e ouço a Jovem Pan. Confesso ficar entusiasmada com a maneira de transmitir as emoções da Copa do Mundo, direto da África do Sul, para todo o Brasil.

Ah! O Tiago Leifert, que comanda a Central da Copa na Rede Globo, é uma das grandes revelações desse evento mundial esportivo. A simpatia, o estilo dinâmico e os seus discursos com "a voz da consciência" atraem a atenção do telespectador - como eu li há alguns dias na internet: "parece que ele está na sala da minha casa".

Trata-se de uma mistura de tecnologia, em virtude dos equipamentos utilizados, e a simplicidade do apresentador, que cativa com facilidade milhões de brasileiros. Um contraste que deu certo.

Enfim, é momento de apenas observar. Concluo o curso de Jornalismo neste ano. Hoje estou aqui, em uma pequena cidade do interior paulista. Amanhã, não sei.

A minha única certeza é que escolhi o Jornalismo porque amo esta profissão. Quero aproveitar as oportunidades. Quero me esforçar ainda mais...

E seja o que Deus quiser!

10 abril 2010

Foto publicada no TR gera GRANDE polêmica

Ainda possuo pouca experiência na área jornalística, mas posso afirmar que já vivenciei muitos acontecimentos marcantes. Um deles é bem recente.

Faço estágio no Jornal Tribuna Regional de Auriflama. Além das matérias factuais, o periódico reserva espaços para o chamado "destaque comercial" - são textos que apresentam a empresa, contam a história e divulgam promoções.

O Supermercado O Barateiro estava na pauta para a edição de 20 de março. A jornalista Ester Machado era a repórter escalada - coletou as informações, fotografou e redigiu.

E tudo aconteceu normalmente. Quer dizer, até a publicação...

Quando o TR chegou às mãos dos leitores, os telefones do jornal e do O Barateiro não paravam de tocar. Várias pessoas foram ao estabelecimento questionar o que viram. Foi o comentário da semana.

Nunca um destaque comercial ganhou tanta repercussão, rs.

O TR precisou esclarecer na semana seguinte. Foi divertido desfazer a confusão.

Leia a matéria que eu escrevi, publicada no dia 27/03, e entenda o caso:

DEBATE – Cliente é confundido com ex-funcionário do O Barateiro, falecido há seis meses
Pecuarista comenta polêmica da semana

Angélica Neri

Imagine a cena: um homem, falecido há algum tempo, aparece em uma fotografia, atrás de antigos companheiros de trabalho. Este foi o comentário mais ouvido em Auriflama, na última semana.

Na edição anterior do Tribuna Regional, uma foto publicada na página 2, que ilustra a matéria “Supermercado O Barateiro: economia o ano inteiro”, gerou grande polêmica. Os leitores identificaram um homem, cujas características aparentavam ser do ex-funcionário Ovídio Henrique de Souza (Gato), falecido em 19 de setembro de 2009.

“Muitas pessoas nos procuraram no supermercado para falar sobre o aparecimento do Ovídio e também recebemos muitas ligações. Não há porque se preocupar, era um cliente”, esclarece o gerente comercial, Sérgio Sueki.

Por coincidência, o consumidor que aparece na fotografia tem o mesmo nome do ex-funcionário: Ovídio Delamura. Ele fazia compras com a esposa, na terça-feira, dia 16, quando a imagem foi registrada.

“Realmente, quando olhamos para a foto, lembramos do Ovídio que trabalhava no açougue. Parece muito. Mas, a verdade é que se trata do Ovídio Delamura. Pedimos a compreensão de todos”, enfatiza o gerente do supermercado. Uma filha do ex-funcionário ficou surpresa com os comentários na cidade e até pediu explicações.

Procurado pela reportagem, Edgar Manoel de Souza, filho do ex-açougueiro, mencionou que em nenhum momento pensou que o homem que aparecia na foto seria o pai. “A semelhança é grande. Eu acreditava em duas hipóteses: era um cliente ou o jornal havia utilizado uma foto antiga”, diz, destacando a naturalidade com que recebeu a informação.

Já o pecuarista Ovídio Delamura, verdadeiro “protagonista” da história, tomou conhecimento da repercussão do caso somente na quarta-feira, dia 24. “Eu estava famoso na cidade e nem fiquei sabendo”, disse, sorrindo. O cliente mora em uma propriedade rural, o que dificultou que a informação chegasse a ele com maior rapidez.

Delamura mencionou que era amigo do ex-funcionário do supermercado O Barateiro. “Nunca imaginei que os leitores nos confundiriam, pois somos muito diferentes! Foi engraçado, porque em todo lugar só se comentava isso. Depois, quando as pessoas descobriram a verdade, fiz muita gente dar risada”, relata. “Calma pessoal, eu estou vivo!”, conclui, sorridente.


Veja as fotos:


Equipe do Supermercado O Barateiro
(parte do rosto do consumidor aparece na fotografia)
Foto publicada no dia 20/03



Ovídio Delamura diz: "Calma pessoal, eu estou vivo!"
Foto publicada no dia 27/03

27 março 2010

Parabéns, Jackson e Patrícia!

Quem me conhece sabe o quanto eu sou apaixonada pelo telejornalismo. É uma área que me fascina há anos.

Em 2005, quando eu ainda cursava a 2ª série do Ensino Médio, resolvi fazer um curso de extensão de Rádio e TV, aos sábados - foi o momento em que eu disse: "Não tenho dúvidas, é isto que eu quero pra minha vida!".

E prossegui com este objetivo. Atualmente, estou cursando o último ano de Jornalismo, em Araçatuba.

Durante esses três anos e alguns meses, tive a oportunidade de estagiar no laboratório de TV do Centro Universitário Toledo e em dois jornais de Auriflama. Dividi esse período também trabalhando na Rádio Nova Difusora.

O jornalismo faz parte de mim. O sonho de atuar no telejornalismo é crescente - atribuo isso às várias experiências bacanas que já vivenciei na profissão.

Lembro que, nas primeiras aulas, os professores já nos orientavam: "Muitas pessoas escolhem o jornalismo pelo 'status'. Vocês devem GOSTAR do ofício.

E levarei isso por toda a minha vida. Eu AMO o jornalismo.

E foi com esse amor que tenho pela área e admiração que tenho pelos profissionais que nela atuam (principalmente os da região, que apesar de todas as limitações de recursos, sempre mostram habilidade e o comprometimento), que fiquei muito feliz com o que vi, na última quarta-feira:

Jackson Pinheiro e Patrícia Mendonça (ambos representantes da TV Tem/Araçatuba) gravaram boletins para o Globo Notícia. Vi no portal G1.

O teor da notícia não era bom: tráfico de drogas, quadrilha, envolvimento de agente penitenciário (um dos lados corrompidos do Brasil). Sem dúvidas, seria melhor que a notícia fosse de projetos inovadores que valorizassem a educação, a cultura ou a solidariedade...

Mas, o que, na verdade, me chamou a atenção foi o espaço concedido aos repórteres. Sandra Annenberg chamou o boletim do Jackson na edição da manhã e Fátima Bernardes chamou o da Patrícia, à tarde.

Poderia ter sido somente um repórter, afinal, os dois boletins tratavam do mesmo assunto. Mas, os dois tiveram espaço. Fiquei muito feliz! É o reconhecimento de que a equipe realizou um bom trabalho.

Não tenho o conhecimento se essas gravações foram transmitidas em rede nacional, mas, por terem sido disponibilizadas no G1, já é uma maneira de afirmar que o trabalho foi bem feito e merecia destaque.

Parabéns, Jackson e Patrícia!

*** Eles não me conhecem, mas eu tive a oportunidade de saber um pouco da trajetória deles no Centro Universitário Toledo, onde eles se formaram. Onde também eu estou concluindo meus estudos.

Em 2009, o Jackson participou da recepção aos alunos e, por meio de um bate-papo, compartilhou suas experiências. Em 2010, foi a vez da Patrícia.

Que os talentos desses jovens jornalistas sejam cada vez mais reconhecidos!

Torço pelo sucesso de quem ama o que faz.

Espero que vocês conquistem espaço na mídia nacional, assim como a repórter Giuliana Girardi - que fazia parte da equipe da TV Tem de São José do Rio Preto.

23 janeiro 2010

O valor de uma conquista

Ontem (22) vivi um dos mais importantes momentos da minha vida. Ver alguém especial recebendo a colação de grau é, sem dúvidas, algo que nos satisfaz, nos preenche.

Ainda não era a minha vez de vestir a beca, reunir a família, ouvir a mestre-de-cerimônias dizer o meu nome, pegar o famoso “canudo” e fazer poses para as fotos. Mas, a alegria foi tanta, que me senti como se fosse.

Parece que foi ontem que minha amiga-irmã Tamyris Araujo chegava a Auriflama com um objetivo: a formação em Jornalismo.

Lembro-me que faltava pouquíssimo para o início das aulas quando ela, realmente, decidiu estudar em Araçatuba. Para isso, deixou sua mãe, irmãos, avó, tios e primas em Mariápolis (SP). Trouxe somente os seus pertences: roupas, calçados, acessórios, e o mais importante, a sua fé, determinação e coragem.

Ainda sem muita afinidade, eu conhecia a Tamyris aos poucos. Nos corredores da rádio (onde trabalho – empresa do seu pai), trocávamos algumas palavras. Por MSN nos aproximávamos. E assim, uma verdadeira amizade surgia.

Foram quatro anos de intenso aprendizado.

Vê-la concluindo o Ensino Superior, não representa o final de um ciclo, embora também seja. Significa algo mais forte e valoroso. Penso ser um sonho realizado. Uma meta alcançada. Uma luta vencida. A continuidade de uma trajetória de sucesso, que ela já iniciou há algum tempo.

Destaco que a fé, determinação e coragem, que ela trouxe em sua bagagem, foram determinantes para isso.

Convivi com a Tamyris durante todo esse período. Vi uma antipatia se transformar em carinho, afeto e respeito. Vi uma menina mandona se transformar em uma garota meiga, humilde e digna de reconhecimento. Vi uma jovem anônima se transformar em uma profissional competente - com promessas de futuro brilhante.

Já compartilhamos sorrisos e lágrimas. Já nos divertimos, mas também brigamos. Já planejamos e nos frustramos. E muito já conquistamos.

Tive medo de perdê-la no ano passado, quando foi vítima de dois acidentes de carro. Mas, Deus, em sua infinita misericórdia e fidelidade, esteve no controle da situação. Eram mais centenas de páginas sendo escritas na vida da Tamyris. O Senhor não a deixou partir porque ainda tinha, e tem, muitas promessas a cumprir.

Com a Tamyris, aprendi o valor da vida. Ela me ensinou o caminho para me aproximar de Deus. Ela estendeu as suas mãos sempre que precisei. Ela me mostrou qual é o segredo da vitória.

Hoje, posso dizer, com toda a certeza, que a Tamyris foi um presente de Deus para mim – Mais do que uma amiga, uma verdadeira irmã.

Enfim...

Estou feliz por vê-la concluindo o Ensino Superior! Ela merece...

Agora, jornalista, não sei para onde o Senhor a levará... Pode ser que nos separemos, e, talvez, não.

É melhor não sofrermos por antecipação. Espero o tempo dizer.

Por enquanto, a minha única certeza é esta: Deus tem grandes coisas a entregar nas mãos desta jovem jornalista. Que seja feita a vontade Dele!

Tamyris, jamais se esqueça o quanto admiro o seu profissionalismo, a sua maturidade e o seu amor ao próximo. Você é especial em minha vida!

Tenha certeza que estou muito feliz por fazer parte desta sua conquista.

Perto ou longe... garanto que estaremos juntas, SEMPRE! Unidas por uma amizade verdadeira, que nasceu do coração de Deus para as nossas vidas.

Peço perdão pelos “detalhes” que passaram despercebidos. Infelizmente, neste sentido, não possuo tanta sensibilidade, como você. Pode ser uma pequena falha, um erro grave, ou, talvez, apenas uma diferença de personalidade.

Mas, é isso:
Desculpe-me pelas ocasiões em que eu não soube retribuir da maneira correta a atenção que você me concedeu durante esses quatro anos. Sei que você merecia muito mais...

Obrigada por tudo, migah!

Parabéns e sucesso!

26 dezembro 2009

Momento de reflexão...

Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez.
Então é Natal, a festa Cristã.
Do velho e do novo, do amor como um todo.
Então bom Natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.
Então é Natal, pro enfermo e pro são.
Pro rico e pro pobre, num só coração.
Então bom Natal, pro branco e pro negro.
Amarelo e vermelho, pra paz afinal.
Então bom Natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.

Então é Natal, o que a gente fez?
O ano termina, e começa outra vez.
E Então é Natal, a festa Cristã.
Do velho e do novo, o amor como um todo.
Então bom Natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.
Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez.

É Natal, É Natal, É Natal.
(Simone)
Composição: Versão: Cláudio Rabello
QUE VOCÊ APROVEITE O FIM DE ANO DE UMA MANEIRA MARAVILHOSA, AO LADO DE TODA FAMÍLIA E AMIGOS. FELIZ 2010!
PAZ, AMOR E SUCESSO!
QUE O PRÓXIMO ANO SEJA REPLETO DE CONQUISTAS PARA TODOS NÓS!

28 novembro 2009

DICA MUSICAL - Olhando pro alvo

Tentaram sim
Matar os meus sonhos
Frustrar os teus planos
Não conseguiram
Me perseguiram, tentando me destruir
Mas eu olhei pro alvo e prossegui

O senhor firmou os meus passos
Sobre uma rocha me fez subir
Me deu força e coragem pra vencer
Me toma em teus braços
A tua voz eu posso ouvir
Eu sinto tua glória e seu poder

A minha fidelidade, a minha obediência
Sempre vai tocar o coração de Deus
A minha santidade, me leva em tua Presença
Eu amo tua casa, eu sou filho teu...

(Regis Danese)

20 novembro 2009

PERIGO: E cadê a solução?

A paralisação de obras municipais causa transtornos aos moradores de Auriflama. As fortes chuvas e a falta de arrecadação contribuem para o surgimento de novas queixas. O aumento de erosões e interdição de vias públicas são responsáveis pela indignação de grande parte da comunidade.

Na segunda-feira, dia 9, percorri alguns pontos críticos do município. Determinados locais oferecem riscos às residências e à população.

“Tenho medo, porque não temos mais rua. Para sair daqui eu preciso passar por cima de uma tábua, senão caio em um buraco. Está perigoso demais, porque a chuva aumenta as erosões e elas podem alcançar a minha casa”, menciona a moradora Maria, de 81 anos, referindo-se à Rua 8, do Bairro Auriflama III. “Graças a Deus conto com amigos para me ajudar. Mas, tenho problemas de saúde, e se eu precisar sair às pressas, como faço?”, lamenta.

A deterioração do asfalto teve início há aproximadamente 8 meses, quando surgiu uma pequena erosão, de pouco mais de 30 centímetros de diâmetro. Atualmente, parte da rua está intransitável, devido à extensão dos estragos e grande profundidade. “Nos últimos três meses a situação se agravou. Ficamos preocupados, porque não temos visto nenhuma ação por parte da Prefeitura”, relata o morador Lucas.

“Nós não aguentamos mais promessas. Queremos solução.
A resposta é sempre a mesma: daqui 15 dias começa”.
(Percival, popular Bigode – Auriflama III)

(*) E os moradores aguardam...

Jornalismo: melhor que seja em benefício do público

Sempre defendi a ideia de que o Jornalismo precisa fazer a diferença. Não adianta apenas noticiar. Ele deve provocar. Mover a opinião pública e emocionar.

Será que é errado pensar assim?

Seria bom que o Jornalismo [EM GERAL] trabalhasse a favor do público. Pensamento totalmente utópico... Eu sei!

Ah! Como eu queria que não existissem linhas iditoriais a serem obedecidas!

Ah! Como eu gostaria que todos os veículos de comunicação exercessem o papel de "fiéis companheiros" do público. Que o dinheiro não falasse mais alto - e a verdade fosse, realmente, dita...

(*) Mais um desabafo...

11 novembro 2009

Repórter fotográfico compartilha experiência com futuros profissionais

Para se destacar no fotojornalismo o profissional necessita ser criativo, atento e ágil. É assim que Alexandre Souza, 38, define sua área de atuação. Durante palestra ministrada aos alunos do 6º Semestre de Jornalismo, no UniToledo, o fotógrafo compartilhou a sua experiência e sugeriu algumas ações para tornar um trabalho reconhecido.

Souza formou-se em Jornalismo em 2004. No entanto, a prática já pertencia ao seu dia a dia desde 1988, quando começou a trabalhar no Jornal A Comarca. “Eu tinha 16 anos quando comecei a entregar jornal. Um ano depois me tiraram daquela função e passei a ajudar nos serviços internos. Foi quando tive a oportunidade de aprender a revelar filmes”, relembra.

As “artimanhas” em se conseguir boas imagens atraíram a atenção de Alexandre. Em 1989, ele decidiu aperfeiçoar os conhecimentos por meio do curso de fotografia.

Com a bagagem adquirida no Jornal A Comarca, durante seis anos, o repórter fotográfico decidiu seguir carreira. Ele trabalhou no Jornal da Cidade, por três anos, Agência Interior, por um ano, e na Folha da Região, por nove anos. “Foi interessante porque acompanhei as mudanças. Antes eram filmes e chapas, agora é tudo digital. Ficou bem melhor”, declara.

Hoje, experiente, o fotógrafo aconselha os futuros profissionais a estarem preparados em todos os momentos. “Eu não tenho vergonha de dizer que quebrei muito a cara durante esses anos. O começo foi difícil, mas nunca pensei em desistir. Fui errando e aprendendo, esse é o segredo: a prática nos ensina. Temos que estar prontos, atentos, e tudo vai acontecendo”, diz.

A editoria que Alexandre Souza mais gosta de cobrir é a policial. No decorrer de sua carreira, várias foram as ocorrências registradas. “A primeira vez que fotografei um acidente fiquei três dias sem comer. Foi difícil, marcou demais”, recorda, citando que durante a operação de resgate da polícia, todos notaram que a vítima teve uma fratura exposta do crânio.

Souza costuma registrar de 20 a 30 fotos, por pauta. Em caso de acidentes, o número aumenta: de 80 a 120. “A imagem tem que fazer a diferença. Não pode ser aquilo que todos estão vendo, é preciso mostrar outros ângulos. A fotografia precisa dizer tudo”, orienta. O profissional já concorreu aos prêmios Esso, Consigo e New Holland, mas não chegou à final.

Para auxiliar na produção do material, ele menciona a necessidade de uma boa comunicação entre repórter e fotógrafo. “A foto e o texto devem se completar. É necessário que a pessoa responsável pela imagem também esteja atenta à entrevista”, enfatiza. “O fotógrafo muitas vezes auxilia na obtenção de dados e informações importantes, como, por exemplo, fotografando a placa de um carro acidentado. Isso ajudará o repórter a produzir a matéria”.

Alexandre Souza defende a ideia de que é preciso se superar a cada desafio. “O profissional tem que ter o desejo de fazer um bom trabalho. É a criatividade dele, a atenção para os detalhes e a sua disposição que determinará o conteúdo a ser apresentado ao jornal que ele trabalha. Se for bem feita, a foto se tornará capa”, finaliza.

(*) Texto produzido para a disciplina de Jornalismo Online e Novas Tecnologias, ministrada por José Marcos Taveira

30 outubro 2009